Artigos Reconhecimentos

Quinta do Jardim

A proposta, fruto de uma parceria com os arquitetos paisagistas Francisco Costa Cabral e Elsa Severino, parte da leitura atenta do lugar e da valorização das suas pré-existências, muros, caminhos, poços e a antiga linha de água, integrando-as numa nova estrutura de espaço público contínuo, acessível e capaz de acolher diferentes usos ao longo do ano. Mais do que um parque, a proposta pretende criar uma infraestrutura verde para a cidade, articulando lazer, desporto e ciência. Dois equipamentos estruturam o conjunto e assumem um papel central na organização do parque: a Academia de Ginástica e o Centro Ciência Viva. Ambos são implantados no limite do aterro existente, explorando o desnível natural como ferramenta de projeto para integrar a arquitetura na paisagem, controlar a sua escala e procurar uma solução mais eficiente em termos de utilização de recursos. 

A Academia de Ginástica desenvolve-se parcialmente enterrada na encosta, permitindo que grande parte da sua volumetria seja absorvida pelo terreno. As fachadas e coberturas são tratadas como extensões do parque, com soluções verdes que transformam o edifício numa continuidade da topografia. A organização funcional é clara e precisa: o nível superior acolhe os espaços públicos e administrativos; o nível inferior concentra as áreas de treino e apoio técnico. Um grande vão envidraçado orientado a norte ilumina o pavilhão e abre o edifício à paisagem, enquadrando a vista sobre o vale e a Serra da Gardunha, reforçando a relação entre o edifício e o território. O Centro Ciência Viva estrutura-se a partir de uma grande plataforma coberta que nasce da subtração do aterro existente. Sustentada por um conjunto de pilares esguios, esta laje cria um espaço intermédio sombreado e multifuncional, funcionando como uma extensão natural do parque. Sob esta laje desenvolvem-se vários núcleos programáticos, organizados em volumes autónomos e flexíveis, permitindo uma construção faseada sem comprometer a coerência do conjunto. No piso superior, os espaços expositivos, o auditório e as áreas públicas abrem-se ao parque através de grandes vãos envidraçados, enquanto os espaços técnicos e laboratoriais se organizam em torno de pátios interiores, garantindo luz natural.

Deslizar

A proposta, fruto de uma parceria com os arquitetos paisagistas Francisco Costa Cabral e Elsa Severino, parte da leitura atenta do lugar e da valorização das suas pré-existências, muros, caminhos, poços e a antiga linha de água, integrando-as numa nova estrutura de espaço público contínuo, acessível e capaz de acolher diferentes usos ao longo do ano. Mais do que um parque, a proposta pretende criar uma infraestrutura verde para a cidade, articulando lazer, desporto e ciência. Dois equipamentos estruturam o conjunto e assumem um papel central na organização do parque: a Academia de Ginástica e o Centro Ciência Viva. Ambos são implantados no limite do aterro existente, explorando o desnível natural como ferramenta de projeto para integrar a arquitetura na paisagem, controlar a sua escala e procurar uma solução mais eficiente em termos de utilização de recursos. 

A Academia de Ginástica desenvolve-se parcialmente enterrada na encosta, permitindo que grande parte da sua volumetria seja absorvida pelo terreno. As fachadas e coberturas são tratadas como extensões do parque, com soluções verdes que transformam o edifício numa continuidade da topografia. A organização funcional é clara e precisa: o nível superior acolhe os espaços públicos e administrativos; o nível inferior concentra as áreas de treino e apoio técnico. Um grande vão envidraçado orientado a norte ilumina o pavilhão e abre o edifício à paisagem, enquadrando a vista sobre o vale e a Serra da Gardunha, reforçando a relação entre o edifício e o território. O Centro Ciência Viva estrutura-se a partir de uma grande plataforma coberta que nasce da subtração do aterro existente. Sustentada por um conjunto de pilares esguios, esta laje cria um espaço intermédio sombreado e multifuncional, funcionando como uma extensão natural do parque. Sob esta laje desenvolvem-se vários núcleos programáticos, organizados em volumes autónomos e flexíveis, permitindo uma construção faseada sem comprometer a coerência do conjunto. No piso superior, os espaços expositivos, o auditório e as áreas públicas abrem-se ao parque através de grandes vãos envidraçados, enquanto os espaços técnicos e laboratoriais se organizam em torno de pátios interiores, garantindo luz natural.