Artigos Reconhecimentos

Respeitando o património existente e devolvendo-o à cidade

Enquadrado pela colina de Alfama a Norte e pelo Rio Tejo a Sul, o edifício Campo das Cebolas aparece assinalado como tendo sido palácio e propriedade de Dom Francisco de Assis. É possível determinar com clareza fases distintas na sua construção e identificar os espaços que sobreviveram ao terramoto de 1755 e que teriam pertencido ao edifício original: a fachada e escadas principais, e uma grande parte do piso térreo com todas as suas arcadas em pedra e abóbadas de aresta.

O programa passava por adaptar o edifício existente às novas exigências de conforto e de geometria do espaço interior para habitação. Do ponto de vista funcional, optou-se por uma intervenção quase nula ao nível do embasamento, no qual ainda existem vestígios do projeto original, mantendo a sua função de comércio e serviços. Sobre o balcão, piso 1, foi criada uma unidade autónoma de habitação com quatro pequenos apartamentos de entrada privada, não interferindo assim com o uso diário dos restantes apartamentos de habitação de longa duração. Com acesso pelo elevador e escadas principais, que serão mantidas e recuperadas, são desenhados os restantes treze apartamentos de áreas mais generosas, beneficiados por um pátio interior comum. Do conjunto, destacam-se cinco unidades voltadas a Sul, de tipologia T3, dois em duplex com o aproveitamento das águas furtadas. A salubridade deste novo piso é assegurada pela inserção de trapeiras e de pequenos terraços, não só conferindo uma espacialidade mais interessante, como também tirando o máximo partido do sistema de vistas.

A grande inspiração neste projeto surge do valor do património histórico a reabilitar. O grande desafio passava por adaptar este antigo palácio a um novo uso, que pudesse corresponder, ao número de unidades de alojamento pretendidas, respeitando o património existente e devolvendo-o à cidade.

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Enquadrado pela colina de Alfama a Norte e pelo Rio Tejo a Sul, o edifício Campo das Cebolas aparece assinalado como tendo sido palácio e propriedade de Dom Francisco de Assis. É possível determinar com clareza fases distintas na sua construção e identificar os espaços que sobreviveram ao terramoto de 1755 e que teriam pertencido ao edifício original: a fachada e escadas principais, e uma grande parte do piso térreo com todas as suas arcadas em pedra e abóbadas de aresta.

O programa passava por adaptar o edifício existente às novas exigências de conforto e de geometria do espaço interior para habitação. Do ponto de vista funcional, optou-se por uma intervenção quase nula ao nível do embasamento, no qual ainda existem vestígios do projeto original, mantendo a sua função de comércio e serviços. Sobre o balcão, piso 1, foi criada uma unidade autónoma de habitação com quatro pequenos apartamentos de entrada privada, não interferindo assim com o uso diário dos restantes apartamentos de habitação de longa duração. Com acesso pelo elevador e escadas principais, que serão mantidas e recuperadas, são desenhados os restantes treze apartamentos de áreas mais generosas, beneficiados por um pátio interior comum. Do conjunto, destacam-se cinco unidades voltadas a Sul, de tipologia T3, dois em duplex com o aproveitamento das águas furtadas. A salubridade deste novo piso é assegurada pela inserção de trapeiras e de pequenos terraços, não só conferindo uma espacialidade mais interessante, como também tirando o máximo partido do sistema de vistas.

A grande inspiração neste projeto surge do valor do património histórico a reabilitar. O grande desafio passava por adaptar este antigo palácio a um novo uso, que pudesse corresponder, ao número de unidades de alojamento pretendidas, respeitando o património existente e devolvendo-o à cidade.