Palácio da Anunciada
Situada junto à muralha Fernandina, em determinada altura da história, a Rua das Portas de Santo Antão era pontuada de palácios da nobreza. A norte perfila-se o Palácio da Anunciada, do século XVIII, e a sul o Prédio Nobre, do século XIX.
O objetivo era a criação de uma unidade hoteleira de cinco estrelas, com capacidade para 83 quartos, que mantivesse todos os espaços emblemáticos e de valor arquitetónico da pré-existência, como por exemplo, o vestíbulo, a escadaria de aparato e as quatro salas nobres, assim como as principais fachadas de ambos os edifícios. No Palácio da Anunciada foram reconstruídos na íntegra os dois pisos em mansarda, que se encontravam em elevado estado de degradação. Os anexos a norte do Palácio, sem valor histórico e arquitetónico, foram substituídos por um novo corpo que segue a volumetria, alinhamento e linguagem dos vãos do Palácio.
Localização, Lisboa, Portugal
Cliente, Privado
Área, 8.500 m²
Fase, Construído
Ano, 2017 - 2019
Arquitetura, Fragmentos
Especialidades, A2P, Udra
Arquitetura de interiores e decoração, Jaime Beriestein
Fiscalização, Américo Pereira
Construtora e Medições, Udra
Restauro, In Situ
Fotografia, Francisco Nogueira
Para mais detalhes, Pinterest
Prémio Nacional de Reabilitação Urbana distingue o Hotel Palácio da Anunciada. A este reconhecimento, somam-se o Prémio Nacional do Imobiliário, também na categoria de Turismo, e a distinção de Melhor Empreendimento do Ano.
Já o Prédio Nobre, que se tratava de uma habitação unifamiliar de caráter Pombalino, apesar de se encontrar em estado razoável de conservação, foi adaptado às exigências de um equipamento hoteleiro. Deste conjunto fazem parte dois jardins, um superior de caráter mais privado e de usufruto dos clientes do hotel e outro central que funciona como jardim aberto ao público, com apoio de restaurante e esplanada. Sob o jardim superior, com acesso pela antiga Casa de Fresco, em galeria abobadada, desenvolve-se o spa. No piso térreo, com ligação direta pela Rua das Portas de Santo Antão e sob o jardim central que liga ambos os edifícios, situa-se o bar lounge. É nesse jardim que vemos o Dragoeiro, espécie centenária que valoriza a relação entre o jardim, a vivência do hotel e a cidade.