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Museu Quake

O reconhecimento e estudo aprofundado de um importante acontecimento na história de Portugal

O museu Quake tem na sua origem o reconhecimento e estudo aprofundado de um importante acontecimento na história de Portugal - O terremoto de 1755 - , mais concretamente na cidade de Lisboa, mas que também mudou de modo inequívoco e decisivo, a história da Europa e do Mundo a partir do sec. XVIII.
Fachada principal, vista de rua

O conjunto estende-se por dois volumes, separados pelo vazio do logradouro e unidos por um corpo de ligação horizontal.

O principal desafio temático deste museu foi a comunicação deste acontecimento específico e de todo o contexto histórico e científico com ele relacionado, de uma forma inovadora, com recurso a soluções técnicas contemporâneas (tecnologia 4D imersiva) que atraíssem todos os tipos de visitantes. Por outro lado, o grande desafio arquitetónico deste edifício foi o de conseguir as melhores condições para o desenvolvimento do programa expositivo, tendo sempre presente as necessidades do fluxo e interação do publico nas diferentes áreas do museu, e a articulação com a complexidade técnica inerente ao programa. Complementarmente pretendeu-se que o edifício fosse mais uma referência arquitetónica nesta zona da cidade, sem querer, no entanto, que ganhasse um protagonismo excessivo, de modo a não se sobrepor ao próprio conteúdo da própria exposição. 

Em termos formais, o conjunto estende-se por dois volumes, separados pelo vazio do logradouro e unidos por um corpo de ligação horizontal. O volume sul, constitui-se maioritariamente como a zona social do Quake, sendo o volume norte inteiramente ocupado pelos conteúdos expositivos. Faz-se a entrada do Quake pelo lado poente, vindo da praça do Museu dos Coches para o átrio de receção, de pé direito duplo, e contiguo a um pátio exterior, que pontua e ilumina toda a área de chegada e social (loja e cafetaria, no piso superior). Este é alias um dos poucos vãos existentes em todo o edifício. Os outros estão localizados “cirurgicamente” mediante pontos de vista complementares ao percurso expositivo.

Fachada principal, pormenor
Fachada principal, perspetiva

Localização, Lisboa, Portugal
Cliente, Turcultur
Área, 1.700 m2
Fase, Construído
Ano, 2016 - 2022

Arquitetura, Jorge Ferreira, Marcus Cerdeira, Rita Costa (in-house)
Especialidades, Projectual
Fiscalização, Ricardina Valente
Construtora, Tecnovia
Luminotecnia, Light Design
Medições, Coopas
Museografia, Joravision
Arquitetura paisagista, Sofia Raimundo
Fotografia, Francisco Nogueira

Fachada, vista de rua

A distribuição funcional e os fluxos são de organização simples e clara, estando delineado um percurso que parte do piso intermedio para o inferior e depois para o superior, percorrendo todos os conteúdos expositivos que se vão percorrendo em salas sucessivas, com diferentes temáticas incluindo uma viagem no tempo.

Maquete
Fachada, detalhe

O edifício é um bloco sólido, encastrado na terra, cuja pele é composta por painéis verticais de betão pré-fabricado, com estereotomia e texturas variáveis.  Este caráter “massivo e telúrico”, relaciona-se diretamente com o peso da historia, e com todo o imaginário e realidade dos fenómenos naturais, sociais e históricos que nele se relatam.

Deslizar
Área de intervenção, vista aérea
Corte longitudinal
Fachada, ambiente
Pátio interior, detalhe
Pátio interior, detalhe
Receção, ambiente
Zona de circulação, detalhe
Zona social, ambiente
Exposição, detalhe
Exposição, detalhe
Estrutura do edifício
Vista aérea
Fachada principal, vista aérea